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Folha demora seis dias para admitir fake news sobre nazismo em Santa Catarina

A Folha demorou seis dias para admitir que a colunista Giovana Madalosso publicou uma fake news associando o estado de Santa Catarina ao nazismo. O jornal, que adora posar de autoridade no combate à desinformação, foi alertado pelos leitores horas após a falha, mas preferiu tapar o sol com a peneira e um tímido “erramos”. […]

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A Folha demorou seis dias para admitir que a colunista Giovana Madalosso publicou uma fake news associando o estado de Santa Catarina ao nazismo. O jornal, que adora posar de autoridade no combate à desinformação, foi alertado pelos leitores horas após a falha, mas preferiu tapar o sol com a peneira e um tímido “erramos”.

“A Folha cometeu um erro ao publicar texto que associava uma propriedade no interior de Santa Catarina ao ideário nazista. Uma coluna de domingo (21) chamou a atenção para a inscrição "heil" nos telhados de duas casas do município de Urubici e afirmou que "muito provavelmente" era uma alusão à ideologia consagrada pelo alemão Adolf Hitler”, escreveu hoje a redação.

“Neste caso, no entanto, a palavra "heil" é uma referência ao sobrenome da família dona da propriedade. É incorreto, portanto, fazer referência a essas estruturas como "telhas arianas", como escreveu a colunista Giovana Madalosso. A falta de uma rigorosa checagem de dados, conforme recomenda o Manual da Redação, levou ao erro cometido pelo jornal”, prosseguiu.

O vergonhoso texto da Folha, veículo que, diga-se de passagem, erra muito mais que “O Globo” ou “Estadão”, reclama da reação dos leitores que xingaram a colunista. De fato, ela não merece ser atacada. A responsabilidade é toda dos editores, que deveriam supervisionar os textos dos colaboradores. De qualquer forma, deixo a pergunta: alguém na Barão de Limeira pensou nas ofensas dirigidas aos donos das casas com a inscrição “Heil”? Imagino que não.