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Televisão

Sikêra Jr, Lacombe e overdose de política: o 2020 da RedeTV!

A RedeTV! do Teste de Fidelidade, das pegadinhas pitorescas e do Carnaval proibidão não existe mais. Em 2020, a precursora da TV 3D definiu o xadrez 4D como norte artístico. O ibope, por enquanto, não tem sido gentil. De janeiro a novembro, o índice mensal da Grande São Paulo caiu de 0,69 para 0,66 ponto. Pouco para quem provoca a TV Globo publicamente.

Trocar Sabrina Boing Boing por Rodrigo Constantino é um prejuízo intelectual e um risco mercadológico para a RedeTV!. O opinionismo vislumbrado pelos executivos da emissora só faz sentido na internet, a Disneylândia das métricas de audiência. O programa de Luis Ernesto Lacombe que o diga. Baluarte dessa fase politizada, o “Opinião No Ar” raramente sai do zero ponto alguma coisa em São Paulo. Até o “Trace Trends”, infomercial dedicado à cultura urbana, performa melhor.

A despeito dos índices, que só saem do pré-sal graças a João Kléber, Jorge Lordello, Sikêra Jr. e a turma do “Encrenca”, tudo indica que a temporada 2021 da RedeTV! será ainda mais conservadora. Dias atrás, Caio Coppolla era a bola da vez em Osasco. O que esse casting oferecerá quando o bolsonarismo passar? Ensaios sobre as piadas de Tatá Werneck? E pensar que o “Pânico” viveu sua melhor fase em Osasco…

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Sikêra Jr. é um comunicador de raro talento. Amilcare Dallevo e Marcelo de Carvalho acertaram em cheio ao contratá-lo. Que no próximo ano ele tenha a oportunidade de ser testado fora do “Alerta Nacional”, em um projeto de entretenimento puro. As tardes de sábado estão desocupadas há meses.

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