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Televisão

O que aproxima o SBT da Copa Libertadores

O mercado foi surpreendido na noite desta segunda-feira com a reportagem de Pedro Ivo Almeida, do UOL, a respeito da negociação entre o SBT e a Conmebol. O canal não pagaria a taxa rejeitada pela Globo – US$ 60 milhões – e liberaria spots e janelas comerciais para a confederação sul-americana exibir seus parceiros, mais ou menos como acontece na UEFA Champions League.

O SBT, por mais incrível que possa parecer, tem histórico esportivo. A segunda maior audiência da TV, atrás apenas da finalíssima da “Casa dos Artistas”, foi a partida Grêmio x Corinthians, válida pela Copa do Brasil. Copa do Mundo, Copa Mercosul e torneios regionais, como a Taça Maria Quitéria, também atraíam atenção do público. Fora das quatro linhas, Silvio Santos investiu na Fórmula Indy, que tinha picos de 20 pontos de audiência, e nos Jogos Olímpicos, sempre com resultados comerciais satisfatórios. Não fosse a insistência de Gugu, ainda na década de 1990, para ficar com as tardes de domingo só para ele e o forte investimento em filmes de Hollywood, Téo José, Silvio Luiz e companhia bela permaneceriam até hoje no Complexo da Anhanguera.

O possível retorno às origens do SBT encontra eco na excelente audiência do Fla x Flu de julho, que liderou a audiência no Rio de Janeiro e catapultou o horário nobre em São Paulo, e nas dificuldades de produção impostas pelo novo coronavírus. Em um cenário de poucas gravações e programas de auditório praticamente paralisados, eventos esportivos reluzem como ouro, já que atraem telespectadores e anunciantes – o que, ultimamente, só a Globo tem angariado. Para os executivos, a assinatura do contrato, esperada para esta semana, representa respiro no ibope e no caixa.

Em tempo: hoje a Band anunciou o retorno do Campeonato Italiano, que pertencia ao DAZN. O torneio será compartilhado com o Bandsports, que passa a contar com um evento futebolístico de ponta. Aos poucos, o futebol internacional reencontra espaço na TV.

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