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A atribuição do bolsonarismo é lotar funerárias

O sinistro da Saúde, Nelson Teich, não sabia que Jair Bolsonaro havia incluído academias, salões de beleza e barbearias no rol de atividades que podem ser desempenhadas durante a pandemia. Não fosse pelos repórteres presentes na coletiva desta segunda-feira, passaria mais vergonha.

“Isso aí não é atribuição nossa. Isso aí é uma decisão do presidente. Isso é uma coisa… decisão de atividades essenciais é definido pelo Ministério da Economia”.

O governo federal está com esse papo furado de preservação da economia há dois meses. Quem acompanha os indicadores da indústria, o sobe e desce da bolsa e as análises dos especialistas (não confundir com fintwitters) sabe que a vaca está deitada na BR há tempos. Sei lá a razão, alguém no Palácio do Planalto crê que o antídoto da crise é a liberação das academias e dos cabeleireiros. Pintar cabelo salva PIB? Puxar ferro dá superávit? Desde quando?

O bolsonarismo é mais que um ataque à ciência. É um ataque à lógica.

Milhares de brasileiros já morreram e outros milhares morrerão graças à perversidade do governo federal.

As funerárias vão lotar. E só.

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