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Televisão

As reprises que Globo, SBT, Record, Band e RedeTV! deveriam exibir na quarentena do coronavírus


A TV aberta não está imune ao quiproquó patrocinado pelo coronavírus. Da líder  Globo à nanica Gazeta, todas as emissoras serão obrigadas a suspender a produção de novelas, programas de auditório e afins.

Levando em consideração a excelente audiência do canal Viva, que costuma liderar o PNT no recorte TV aberta + Pay TV, o Teleguiado seleciona opções de clássicos que certamente aliviariam a tensão nesses tempos bicudos.

Vamos todos sair dessa.

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GLOBO

Você Decide
Reprisar os episódios dos anos 1990, convidar o público a votar pelas redes sociais e comparar o resultado da edição original. Coloca o Tony Ramos no comando. É 35 de média ou seu dinheiro de volta.

A Próxima Vítima
“Making a Murderer” é o escambau. Suspense bom é esse aqui. Se o 0900 voltar, a Globo ainda descola a grana das previsões do horóscopo chinês.

Uga Uga
É a novela das 7 que todo mundo quer rever. Sem mais.

Engraçadinha
Não é o primor que todos comentam, mas tem Alessandra Negrini. É programar para a faixa das 23h00 e pronto: o jovem não vai querer sair de casa.

Malhação (1ª temporada)
Para provar ao mundo que ao menos uma vez essa novela valeu o esforço.

Olimpíadas do Faustão
Para preencher o Esporte Espetacular. É o esporte que o brasileiro reconhece e valoriza.

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RECORD

Roleta Russa
Talvez o game show mais subestimado da TV brasileira. Milton Neves em estado de graça, próximo do esplendor da fase “Debate Bola”.

Agente G
Programaço de Gérson de Abreu, ator que nos deixou precocemente. Tem padrão da TV Cultura e diverte crusn. Bons tempos da Record.

O Aprendiz
As duas primeiras temporadas de “O Aprendiz” valem ouro. Uma pena o Roberto Justus ter trocado a Record pelo SBT no auge do reality.

Quarta Total
Ótima gincana comandada por Gilberto Barros. As provas eram rápidas, divertidas e destoavam das apresentadas no SBT. O cardápio surpresa é copiado até hoje na TV.

Show do Tom
Era um péssimo programa de auditório, mas deu caldo quando partiu para o humor de claque. Tom Cavalcante, Tiririca e Shaolim brilharam nas versões apatetadas de “O Aprendiz” e “Mais Você”.

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SBT

Domingo Legal (anos 90)
É triste atravessar a crise do coronavírus sem um programa vibrante e besta como o “Domingo Legal” da época do Gugu. Quem pode assistir Rodolfo e ET, prova da banheira, táxi do Gugu e telegrama legal não faz guerra. Só faz amor.

Escolinha do Golias
Se você não sabe o que é, saia do Teleguiado agora. Não trabalhamos para pessoas sem alma.

Show do Milhão
É um ensaio sociológico sobre a ignorância e a empáfia dos brasileiros. As expressões de Silvio Santos quando os jogadores acertam a mira da garrucha no próprio saco mereciam uma exposição no MASP. Com a ajuda das redes sociais e o péssimo referencial daquele game chato do Luciano Huck, o Show do Milhão retornaria à TV para ser líder de audiência contra qualquer filme da Globo.

Meu Cunhado
A melhor sitcom da história da TV brasileira. Dava mais de 30 pontos de ibope nos anos 2000, repetiria a dose em 2020. Moacyr Franco é o artista mais incompreendido da TV brasileira.

Hebe
É a Hebe. Isso basta.

Disney Cruj
Dizem que SBT e Disney estudam uma reaproximação. Eu abriria esse processo reprisando o Disney Cruj com os desenhos originais.

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REDETV!

Interligado Games
Passa ou Repassa de baixo orçamento, o Interligado Games tinha dois diferenciais: a mais absoluta falta de vergonha na cara e o talento de Fabiana Saba, apresentadora que simplesmente sumiu da TV aberta.

Eu Vi Na TV
Primeiro programa da RedeTV! a tirar a Globo da liderança, o Eu Vi Na TV mesclava pegadinhas e generosos testes de fidelidade – corpos desnudos? Sim, temos. Os dotes artísticos de Marcia Imperator e Oliver somados aos estalos de João Kléber tornariam o Twitter a rede social mais alegre do mundo. Confie no arquivo, Marcelo de Carvalho!

 Pânico na TV
Foi, entre 2003 e 2005, o melhor e mais ousado programa de humor da TV brasileira. Faz falta.

TV Esporte
Fase jurássica de Jorge Kajuru na TV aberta. Em 2002, incomodado com o calor em Barueri, ameaçou apresentar o jornal sem camisa. Era uma farra.

A Casa é Sua com Clodovil
O coronavírus desaparecia da face da Terra se soubesse o que Clodovil falou para Nicole Puzzi em 2003, ao vivo.

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BAND

Supermarket
Ricardo Corte Real apresentou na década de 1990 o game mais simpático da história da Band. Os carrinhos tunados e as latas gigantes de Nescau davam um charme especial à atração.

Cine Trash
Criado a toque de caixa, o Cine Trash estreou na Band na faixa das 15h00. No quarto dia de exibição, fez o ibope da emissora subir para 9 pontos, colando na Globo. Nem o Datena em dia de chuva forte consegue números assim hoje em dia.

Clube do Bolinha
O programa de auditório mais inclusivo e bagunçado da TV. De camisa aberta e com um calhamaço de fichas nas mãos, Bolinha reunia transexuais, mulheres, homens, crianças, idosos em uma competição de calouros marcada pela sinceridade – era cada grosseria, bicho!

Hora da Verdade
Marcia Goldschmidt e o irrepreensível bordão “MEXEU COM VOCÊ? MEXEU COMIGO” precisam estar conosco nesse momento de união e paciência.

A Cozinha Maravilhosa de Ofélia
Nossas avós merecem esse carinho.

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