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Sociedade

Mario Frias e a decadência

Mario Frias não gosta de brincadeiras. Alvo do último episódio do humorístico “Sinta-se Em Casa”, o namoradinho do Brasil chamou Marcelo Adnet de “palhaço decadente que se vende por qualquer tostão, trocando uma amizade verdadeira, um amor ou sua história por um saquinho de dinheiro e uma bajulada no seu ego infantil”.

Vamos deixar de lado a filosofia de letrista do Forfun – “saquinho de dinheiro” é de doer – e analisar a primeira parte da sentença. Para Mario Frias, Marcelo Adnet é palhaço e decadente. Sublinhando: para Mario Frias, que até outro dia apresentava uma cópia de quinta categoria do “Passa ou Repassa”, Marcelo Adnet é decadente.

Em quase 25 anos de TV, Mario Frias teve dois brilharecos na Globo – um papel em “Malhação” e outro em “Senhora do Destino”, sempre como coadjuvante – e passagens esquecíveis por Band, SBT, Record e RedeTV!. É um dos poucos artistas do país que trabalhou nas cinco maiores emissoras do país. É, igualmente, um dos poucos artistas que não conseguiu se estabelecer em nenhuma das cinco maiores emissoras do país. Sem futuro no mercado, admitiu a política como tábua de salvação, assumindo uma pasta de quinta de um governo de quinta. Uma pessoa dessas tem autoridade para chamar alguém de decadente?

O delírio de onipotência de Mario Frias não é um desvio de comportamento isolado. O governo está cheio de patriotas descolados da realidade. A graça está no grau de vitimismo dessa turma. Eles pensam ser heroicos e bravos. São apenas covardes e histéricos.

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