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Sociedade

Nação Bipolar: Senna era criticado pela torcida em 1994

Photo: LAT Photographic/Williams F1

O ibope de Ayrton Senna com a torcida brasileira não era dos mais altos até o trágico acidente do GP de San Marino de 1994.

O tricampeão havia abandonado as duas primeiras provas daquela temporada, disputadas no Brasil e no Japão, e era alvo de críticas dos torcedores por ostentar o carro da melhor equipe, a Williams Renault, e estar 20 pontos atrás de Michael Schumacher, que corria de Benetton Ford.

O Jornal do Brasil, em 28 de março de 1994, traçou paralelo entre a TV Globo e Ayrton Senna, relatando que as duas “marcas” tinham deixado a desejar depois da corrida de Interlagos.

“Ver a transmissão encerrada sem uma palavra de Senna foi decepcionante. As entradas de Roberto Cabrini e Marcos Uchoa foram boas enquanto duraram, antes da prova. Durante a corrida, nada. E Cristian Fittipaldi saiu de cena imperceptível. Valeu o choro de Barrichello no final, as batidas do coração de Senna na hora do abandono e mais ainda a belíssima imagem do helicóptero revelando a dor da torcida, que abandonava o autódromo antes mesmo de Schumacher receber a bandeira da vitória. Senna pode até ser tetra mas vai ter de esperar um ano para lavar a alma dos brasileiros. O maior ídolo do esporte nacional ficou devendo. E a Globo também”, resumiu a repórter Maricuha Moneró.

Depois da etapa no Pacífico, marcada por bons resultados de Barrichello e Fittipaldi, Flavio Gomes, titular da Folha nas coberturas da Fórmula 1, cravou que “a festa dos meninos do Brasil” amenizava a frustração de Senna, mas não ocultava sua preocupação.

“Ele agora tem mais do que um alemão para derrotar. A Williams ficou sob pressão, algo que há dois anos não acontecia. Ninguém sabe como o time vai lidar com isso”.

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