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Sociedade

As regras de civilidade e convivência para quem aumenta o próprio salário

ABr/Antonio Cruz

Um punhado de sindicatos saiu em defesa de Ricardo Lewandowski, ministro do STF que ordenou a prisão ao advogado Cristiano de Acioli ao ser confrontado com a frase “O Supremo é uma vergonha, viu?”.

“A liberdade de expressão é um direito fundamental, propicia o debate democrático e o exercício da crítica, mas não autoriza a prática de agressões pessoais, a invasão da privacidade ou o desrespeito às instituições e a perturbação de voos. Trata-se de reconhecer as mais comezinhas regras de civilidade e convivência, que vêm em socorro de qualquer cidadão, como também da coletividade”, expressou a nota conjunta dos magistrados.

Em agosto, Lewandowski e mais seis ministros do STF votaram um aumento de 16% nos próprios salários. O acréscimo empurra para quase R$ 39 mil os vencimentos dos doutos, gerando um efeito cascata em todos os salários do funcionalismo público – ou seja: mais gastos.

Nesse dia fez falta o reconhecimento das “mais comezinhas regras de civilidade e conveniência”.

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Os ministros Rosa Weber, Edson Fachin, Celso de Mello e Carmem Lúcia votaram contra o aumento. Merecem reconhecimento.

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