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Sociedade

Roger Waters faz campanha contra quem ele quiser, sr. ministro

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, acusou Roger Waters de fazer campanha contra Jair Bolsonaro em sua passagem pelo Brasil.

No Twitter, o governista tentou equiparar a acusação de interferência empresarial pró-Bolsonaro, denunciada pela Folha, à turnê “politizada” do ex-Pink Floyd, bancada pelos milhões “de uma empresa brasileira”.

Acreditar que Roger Waters fez campanha eleitoral no Brasil é assinar atestado de débil mental. Ninguém se importa com o Brasil a ponto de pegar um avião e ser obrigado a olhar toda a “beleza” de São Paulo para embolsar um dinheirinho e declarar apoio ao candidato X ou Y. Uma postagem no Twitter daria o mesmo resultado e reduziria os riscos à saúde mental de Waters.

Pior que a equiparação do excelentíssimo ministro é a leitura dele sobre a influência de Roger Waters na opinião pública. Se 1% da população conhece Roger Waters, é muito. Se 0,1% da população leva a opinião dele a sério, idem.

Cultura emburrece.

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