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Sociedade

Censura: Léo Lins é proibido de apresentar show em Minas Gerais

O comediante Léo Lins está proibido de apresentar o espetáculo “Bullying Arte” na cidade de Barbacena, interior de Minas Gerais.

Léo Lins foi informado do veto na quarta-feira, depois da postagem do vídeo “A verdadeira história de Barbacena” nas redes sociais.

Na gravação, disponível abaixo, Léo Lins faz piadas sobre o excesso de semáforos nas ruas, a cracolândia local e a eleição do ex-prefeito Toninho Andrada – beneficiado por uma lei bizarra que impedia a Câmara dos Vereadores de interferir na reforma administrativa da cidade. 

Os administradores do Automóvel Clube de Barbacena, onde o “Bullying Arte” seria sediado, comunicaram por e-mail a rescisão do contrato.

A mensagem, repleta de erros de português, lamenta o “desrespeito às famílias tradicionais de nossa cidade” – óbvia referência a Toninho Andrada e seus parentes, instalados no Poder Público desde a época do Império – e as piadas com autoridades locais “que muito contribuíram para a fundação, crescimento e desenvolvimento da Nobre e Leal cidade”.

Contratante do espetáculo, a empresa Hadar Publicidade e Eventos entrou em contato com outras casas de show de Barbacena para não prejudicar os fãs que já haviam adquirido ingressos. Temendo represálias, todas recusaram as ofertas.

VAMPIRISMO E CORONELISMO
A família Andrada é influente dentro e fora de Barbacena. Foi graças ao deputado Bonifácio de Andrada, do PSDB, que o presidente Michel Temer deixou, em outubro de 2017, de ser investigado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça.

Bonifácio, à época, era ligado a quatro empresas que deviam R$ 78 milhões em tributos – dinheiro suficiente para contribuir com a fundação, o crescimento e o desenvolvimento de umas 50 Barbacenas.

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