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Poder

A lógica da Secom: “punir” a Globo com dinheiro alheio

Fabio Wajngarten e Jair Bolsonaro nunca esconderam a aversão que sentem pela Globo. Nesta quarta-feira, 15 de janeiro, a Folha de São Paulo tornou pública a consequência dessa rivalidade: o desperdício de dinheiro público.

Pelas contas do jornal, a Secom de Wajngarten distribuiu, entre 12 de abril e 31 de dezembro do ano passado, pouco mais de R$ 46 milhões às TVs abertas. A Globo, líder disparada no PNT, o Painel Nacional de Televisão, recebeu 13,4% desse montante. Estatisticamente, ficou atrás do SBT (24,7%), da Record (27,4%) e muito próxima da Band (12,1%), que não está atravessando o momento mais brilhante de sua história – fechou o mês de dezembro com 1,06 de ibope, ante 0,46 da RedeTV!, sua adversária mais próxima.

É incabível um governo que se autodenomina técnico e moral pegar dinheiro dos impostos dos brasileiros para dar lições de jornalismo e instalar cabrestos nas redações. Jair Bolsonaro não é obrigado a assistir ao “Jornal Nacional” e mandar beijos para William Bonner, mas não pode nos obrigar a chafurdar um pouquinho mais na pobreza para causar “inveja” à Globo – como se a maior emissora do país, repleta de anunciantes e negócios, dependesse única e exclusivamente da Secom para sobreviver.

Bolsonaro é um bufão. Prometeu fechar a TV Brasil e não cumpriu. Agora, cria inimigos midiáticos e usa nossos recursos para pagar a munição.

Sanear contas e reduzir a zero o investimento estatal na TV ninguém quer. Por que será?

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