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Poder

Por que os políticos querem tanto acabar com a publicidade privada?

O governador Luiz Fernando Pezão acaba de aprovar uma lei que proíbe a veiculação de propagandas sexistas e misóginas no Estado do Rio de Janeiro .

A análise dos comerciais “irregulares” ficará a cargo de uma comissão da Secretaria de Direitos Humanos e Políticas Para Mulheres e Idosos.

“É muito comum vermos na mídia empresas utilizando o corpo da mulher para vender seus produtos. Usam de forma sexista, menosprezando a mulher. Esse projeto visa combater essa prática apurando e educando”, explicou, em entrevista à Folha, a autora do projeto, deputada Enfermeira Rejane, do PC do B.

A lei é, de corpo e alma, idiota. As modelos e atrizes que aceitam vender produtos nos jornais e na TV são contratadas para a função. Não há menosprezo. Há cachê. A assunção ou não desse trabalho compete a elas, não ao governo do Estado mais quebrado do Brasil.

Os políticos brasileiros não pegam no pé das agências de publicidade porque estão preocupadas com o bem-estar da população. Esse papo de educação é argumento criado por ONG barata. Os políticos brasileiros pegam no pé das agências de publicidade porque detestam liberdade de imprensa.

Um veículo de comunicação só é realmente combativo quando não depende do dinheiro público para pagar salários e fornecedores. Hoje, 3,4% do investimento publicitário tupiniquim é estatal. O sonho dos nossos burocratas é aumentar ainda mais esse percentual, amordaçando de vez jornalistas, artistas e empresários.

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