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Música

Clipe “empoderado” de Luísa Sonza é ruim e menos provocador do que qualquer um de Britney Spears

O clipe “Nunca Foi Sorte”, de Luísa Sonza, só pode ser descrito como “provocador” e “empoderado” por quem ignorou os anos 2000.

Britney Spears passou os anos 2000 tratando os homens como cachorros em gravações muito mais legais, provocantes e marcantes – “Toxic” e “Womanizer”, para citar só dois exemplos, estrearam nas MTVs do mundo todo em 1˚ lugar e ajudaram a cantora a vender milhões de discos.

“Toxic” e “Womanizer” não são melhores do que “Nunca Foi Sorte” por questões orçamentárias. As duas músicas existiriam tranquilamente sem o videoclipe. Luísa Sonza conseguiu 2 milhões de views em 24 horas no YouTube, mas não tocaria na Jovem Pan ou na Mix FM nem se ameaçassem com um revólver calibre 38 a mãe dos programadores dessas rádios.

O mercado do lacre – e é bom que isso fique claro: é um mercado, sem inspirações orgânicas, sentimentais – é bastante lucrativo. Poderia oferecer aos consumidores produtos um pouco melhores – esqueceram de acender a luz no set? – ou minimamente ensaiadas – a cena em que os homens impedem a mulher de falar, aos 1m23s, é digna do “Superpapo”.

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