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Imprensa

Entidades de imprensa condenam denúncia do MP contra Glenn Greenwald

As entidades de imprensa reagiram à decisão do Ministério Público de apresentar denúncia contra Glenn Greenwald na operação que investiga os ataques à privacidade digital das autoridades brasileiras. O jornalista do Intercept Brasil, site que abriu a série de reportagens da “Vaza Jato”, já havia sido investigado pela Polícia Federal que teve um entendimento diferente do caso e não o incluiu na lista de indiciados.

“A denúncia contra Glenn Greenwald é baseada em uma interpretação distorcida das conversas do jornalista com sua então fonte. Tem como único propósito constranger o profissional, como o texto da denúncia deixa ver: por duas vezes, o procurador refere-se a Greenwald com o termo jornalista entre aspas, como se ele não se qualificasse como tal —e como se coubesse a um membro do MPF definir quem é ou não jornalista”, afirmou a Abraji.

“Ao jornalista não cabe o papel de recusar ou não divulgar informações de interesse público, porque obtidas de fontes anônimas e/ou sigilosas. Igualmente, não é dever do jornalista atestar a legalidade da obtenção das informações e, sim, verificar a veracidade das informações, antes de divulgá-las à sociedade”, assentiu a FENAJ.

O Intercept Brasil repudiou a decisão do Ministério Público e definiu a situação como uma tentativa de criminalização da imprensa.

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