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Cinema

Papel da imprensa é informar, não passar pra frente histeria de militante idiota

Título de “O Globo”

Para a redação de “O Globo”, a histeria das redes sociais tem mais peso do que a informação apurada. Só isso explica a manchete escolhida pelo jornal para repercutir o cancelamento da estreia de “Boy Erased”, fiasco de bilheteria que deveria chegar ao circuito brasileiro na quinta-feira (31).

É sabido que filmes com mau desempenho nos EUA dependem de fatores extraordinários para chegar ao Brasil – temática, casting, desempenho em outros centros etc. Pois além de não passar do 12˚ lugar na matriz do mercado, “Boy Erased” conseguiu a façanha de arrecadar míseros US$ 14 mil na Índia. Com o mapa do fracasso em mãos, os executivos da Universal Pictures tomaram a decisão mais responsável: transferir o título para o mercado doméstico e economizar milhares de reais com distribuição e promoção.

A Universal Pictures não escondeu a motivação comercial por trás do corte de “Boy Erased”. Em nota enviada à imprensa, ela não dissecou os números apontados neste texto, mas admitiu que a bilheteria estimada não cobrira os gastos da comercialização no Brasil. Ou seja, nada de censura.

A obrigação do bom jornalista é aparar arestas e dirimir dúvidas. Quem ignora os fatos para ventilar boatos e deixa de ouvir fontes e especialistas para repercutir o que a internet fala está prestando um mau serviço e fortalecendo quem desacredita a imprensa.

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