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Televisão

TV Cultura discute “desradicalização” do “Roda Viva” e postura de Augusto Nunes desde 2017


A postura de Augusto Nunes e a reformulação do “Roda Viva” são pautas recorrentes nas reuniões da Fundação Padre Anchieta.

Em maio de 2017, o conselho curador da entidade definiu que a TV Cultura precisava lançar um programa de debates que contribuísse com o fortalecimento da democracia e a “desradicalização” do Brasil. À época, o diretor-presidente Mauro Mendonça disse que requisitaria um novo formato ao conselho de programação da emissora pública.

Três meses depois, os conselheiros debateram o impacto da polarização ideológica no “Jornal da Cultura” e criticaram a escolha dos entrevistadores do “Roda Viva” dedicado à reforma política – Josias de Souza, Oscar Vilhena e Daniela Lima mantêm colunas ou blogs no Grupo Folha.

No mesmo encontro, José Gregori, secretário da Mesa Diretora da Fundação Padre Anchieta, disse que Augusto Nunes precisava ser menos seletivo no encerramento do “Roda Viva” e agradecer com o mesmo entusiasmo os convidados que não são seus amigos. Mauro Mendonça ouviu as reclamações e postulou que a produção do programa tenta trazer Lula, Dilma Rousseff e ex-ministros de governos anteriores, mas os convites são sempre recusados.

Desde a chegada de Augusto Nunes, em 2013, o “Roda Viva” deixou de ser exibido ao vivo na TV Brasil e perdeu a trilha sonora cedida por Chico Buarque. Em relação ao ibope, o programa deu sinais de reação em 2014, logo após a entrevista com Romeu Tuma Júnior. Nos últimos meses, porém, as derrotas para Band e RedeTV! viraram rotina.

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