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Há 20 anos, Gazeta estreava “Madrugada Sexy” e ultrapassava SBT no ibope

21 de julho de 2017 marca o aniversário de 20 anos da estreia do primeiro e último programa de sexo explícito da TV aberta brasileira.

Criação da extinta Daitan Vídeo, “Madrugada Sexy” preenchia, diariamente, 30 minutos da grade da Gazeta, sétima maior emissora de São Paulo, com cenas de sexo amador, dicas de sadomasoquismo e ofertas de chat erótico.

Exibido à 1h30 da manhã, horário para lá de ingrato, o programa alcançou um ponto de média na estreia. Para uma atração independente e sem divulgação, algo impensável. Com duas semanas no ar, picos de quatro pontos. A Gazeta, quem diria, estava na vice-liderança do ibope.

A façanha, dias depois, rendeu cobertura no suplemento de TV da Folha de São Paulo. Com o título “Gazeta apela para sexo explícito”, a reportagem questionou os limites da produção e, consequentemente, da emissora, acostumada a vender horários para igrejas e fabricantes de remédios para perder barriga.

A repercussão deixou a Fundação Cásper Líbero, mantenedora da Gazeta, indignada e com o contrato na mão. A rescisão do acordo era impossível, mas não a mudança de horário. De surpresa, o “Madrugada Sexy” foi despachado para a faixa das 2h30. A audiência, em vez de cair, subiu ainda mais.

Às vésperas do vencimento do contrato, a Daitan Vídeo procurou os executivos da Gazeta para discutir condições e valores da renovação. Ouviu do superintendente-comercial da Fundação Cásper Líbero, Luiz Fernando Taranto Neves, que não haveria negociação.

Sem sexo explícito, o ibope da Gazeta nas madrugadas brochou rapidamente. E nunca mais deu sinal de vida.

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