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Quando a notícia precisa ser apurada pelo leitor


A lambança da Veja – que recebeu uma resposta objetiva da Unesco e a ignorou solenemente – e dos veículos que publicaram erroneamente a informação de que Larissa Manoela era embaixadora da instituição diz muito sobre o jornalismo praticado no Brasil em tempos de redes sociais e pressão por cliques.

Hoje as informações são publicadas em tempo real, sem o mínimo de apuração. Para o redator não importa a qualidade da informação. Importa a precocidade e os cliques obtidos.

É essa corrida maluca, anabolizada por sites capengas, tipo Blasting News ou TV Foco, que deteriora o único valor intangível do jornalismo: a credibilidade.

Sem credibilidade, compromisso com a verdade, não há razão para alguém assinar um jornal ou um portal. Se o trabalho da apuração é terceirizado, cabe ao jornalista ser mero repetidor de assessores de imprensa e fontes oficiais.

Ninguém passa (ou deveria passar) quatro anos na faculdade para isso.

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