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O espantalho da campanha “#342artes – contra a censura e a difamação”

A campanha “#342artes – Contra a Censura e a Difamação” esconde atrás dos artistas comprometidos com a liberdade de expressão um espantalho que não pertence à onda conservadora que a imprensa assegura existir.

Os brasileiros não têm qualquer objeção contra a abertura de museus e exposições de arte. São, em sua maioria, aderentes a todas as causas culturais, desde que elas permaneçam longe da televisão. A discussão dos últimos dias, aborrecidíssima, trata das performances que estimulam o contato de crianças com corpos nus. Nada a ver com perseguição, portanto.

De fato, houve muita gritaria desnecessária nas últimas semanas. A criança filmada no MAM não tocou o pênis do formado em Humanas deitado no tablado. E aqueles desenhos feios do Queermuseu são tudo, menos pedofilia. Porém, quem trouxe o escracho e a patrulha ideológica para a opinião pública foi a própria turma da lacrada. O que testemunhamos agora é uma espécie de revide.

Todo vídeo da campanha #342artes será acompanhado de um vídeo com ataques ao MBL e o argumento de que existe uma cortina de fumaça permanente em defesa de Michel Temer, o presidente apoiado por Reinaldo Azevedo e mais 3% da população. Não sei quem teve a ideia de anexar um textão aos vídeos, mas sei que Paula Lavigne emprestou seu apartamento para definir detalhes da mobilização. Sei também que, em 2013, Paula Lavigne militava dia e noite para impedir a publicação de biografias não autorizadas e não estava muito incomodada se este ou aquele autor acabaria censurado com a medida.

Os intelectuais brasileiros sabem tudo de cortina de fumaça.

  • Anderson Souza

    O Danilo é um COMEDIANTE/APRESENTADOR
    que tem o grande pecado de pensar fora da casinha do mainstream
    militante e se declarar um liberal conservador. Essa é a grande razão da
    perseguição e da série de ataques sofridos por ele. Chega desse
    monopólio ideológico doentio! Chega de grupos fascistas que atacam
    qualquer um que fuja daquilo que a narrativa progressista determina!

    Viva a liberdade artística não engajada por um ativismo retrógrado e ultrapassado!

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