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Sugestões da Professora Zambininha para Super Mario

por Zambininha

Embora tenha sido lançado em pleno 2016, o jogo Super Mario Run ainda remete a atos retrógrados e completamente inaceitáveis sob quaisquer perspectivas como por exemplo uma mulher fazer um bolo. Você não leu errado: um bolo. Não uma intervenção artística no muro de um condomínio para aludir à liberdade criativa da mulher; tampouco uma bomba caseira destinada a estilhaçar um vidraça de agência bancária, deixando assim  laro que mulheres também podem ser atoras da mudança social. Nada disso, era um BOLO.

Nesse contexto, elaborei algumas sugestões de adaptações ao roteiro do jogo a fim de torná-lo mais compatível com a igualdade de gênero e com uma representação mais plúrima da sociedade em que vivemos:

  • Em vez de um bolo, a Princesa Peach diria a Mario que, para comemorar sua chegada, fez um coletor menstrual caseiro com garrafas pet reaproveitadas para ele (x Mario seria trans);
  • Em vez de salvar uma princesa, o objetivo de Mario no jogo seria fundar uma ONG;
  • Substituindo as fálicas figuras dos canos verdes, ao início de cada fase Mario sairia de uma vagina;
  • Deixando de reforçar a carrocracia paulistana, Mario Kart contemplaria apenas bikes;
  • No lugar de moedinhas, Cubo Cards sairiam das caixas atingidas pela cabeça de Mario; fomentando assim novas vias de realização de trocas alternativas à opressão capitalista que é claramente introjetada pelo jogo através da perseguição de moedas;
  • Em substituição ao dinossauro Yoshi, Mario montaria um homem cis hétero abastado como forma de justiça histórica.

 

  • LeCabron

    vim aqui só pra xingar a véia. va pro inferno veiaaaaaaaaaa

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