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Kid Vinil era o lado B de um país sedento de cultura pop

Antes de fechar as portas no Sumaré e migrar para a Viacom, a MTV Brasil chamou seus VJs mais importantes para um bota-fora de fitas e histórias.

Titular do Lado B entre 2000 e 2002, Kid Vinil contou sua experiência – frustrada pela própria MTV, como vocês podem assistir no vídeo abaixo – na TV Cultura e pediu a reprise das entrevistas com Fabrizio Moretti, baterista do Strokes, e Alan McGee, produtor que descobriu o Oasis e o Primal Scream.

Telespectador de longa data da MTV, eu rapidamente puxei pela memória essas entrevistas. Sabia que em algum momento McGee descreveria o My Bloody Valentine como um “rock and roll louco” e que Moretti negaria, em vão, o sucesso do Strokes no Brasil. Reparei ali que o Lado B era mais que um programa de clipes, como o Disk ou o Supernova, mas um espaço para educar o ouvido a ouvir música boa que não tocava em lugar nenhum.

Elastica, Frente!, Travis (que até fez sucesso comercial na época do Invisible Band), Atari Teenage Riot, Manic Street Preachers, Jon Spencer Blues Explosion, Bjork, Replacements, Breeders, entre outras bandas, só começaram a fazer parte da minha vida graças ao professor Kid Vinil.

Com um filtro de spam colorido e infalível, Kid Vinil era a internet ultrarrápida da geração que comprava CDs. Era o lado B de um país que, graças a ele, começou a entender o significado e a importância da cultura pop.

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