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Reinaldo Azevedo, o ombudsman do “Jornal Nacional”

Reinaldo Azevedo está insatisfeito com o “Jornal Nacional” de 19 de maio. Em seu blog em Veja, o comentarista político sugere que a Globo trabalha pela deposição de Michel Temer. Como os “petralhas” que ele adorava perseguir, não apresentou um argumento plausível para justificar o pano cuidadosamente passado na imagem do presidente da república que não se incomoda de receber clandestinamente um empresário corrupto.

O artigo de Reinaldo Azevedo é estúpido em todos as escalas. A renúncia de Temer não é a primeira tese abraçada pela Globo desde o início da “Operação Lava Jato” e, a julgar pelo histórico dos investigadores, não será a última. Outros arcos da força-tarefa, como a prisão de Eike Batista e o tríplex atribuído a Lula, receberam a mesma atenção do “Jornal Nacional”, sem que defensores do estado de direito saíssem por aí cronometrando as laudas lidas por William Bonner.

Por ser funcionário de uma emissora de TV, a implicância de Reinaldo com a duração do “Jornal Nacional” é especialmente canalha. Eventos extraordinários – só os ignorantes e os cínicos minimizam a postura do presidente da república na gravação de Joesley Batista – alteram grades de programação desde a época da TV Corcovado.

A queda da ex-presidente Dilma e a morte de Senna, para citar exemplos de editorias diferentes, demandaram coberturas enormes em suas épocas. Diferentemente de José Serra, acusado de receber R$ 6 milhões da JBS em uma operação comercial no circuito de Interlagos, Reinaldo provavelmente não é fã de Fórmula 1, mas com certeza se recorda do plantão de quatro horas e meia que a RedeTV! exibiu no dia em que o Senado votou o impeachment da petista. Afinal, estava lá, na bancada da TV, feliz da vida, longe do papel de ombudsman da imprensa.

Sozinho na missão de defender o indefensável, Reinaldo tenta disfarçar a decepção com a Globo repetindo chavões sobre pluralidade e liberdade das empresas de comunicação, apregoando que seus únicos poréns são a demonização da política e a falta de um “outro lado” adequado para o governo federal. Acontece que não é dever do jornalismo tornar Temer, Lula, Dilma, Aécio ou Serra mais ou menos angelicais. Como também não é dever do jornalismo calcular se a esquerda sairá ou não ganhando em caso de impeachment. Isso é problema da direita, que continua deitada em berço esplêndido. O “outro lado”? Bem, este pode ser encontrado no blog do próprio Reinaldo.

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  • Anderson Kullowisky Bruod

    A Globo deveria ser processada por inventar mentiras e dar barrigadas contra o presidente.
    Devem investigar a Globo e suas relações com o BNDES para entender o motivo da perseguição ao presidente, inclusive inventando e aumentando mentiras!

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