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As piores séries de TV de 2016

5º Justiça
“Justiça” não pode, ao mesmo tempo, colecionar “furos de roteiro” e ser “uma das melhores ficções que a televisão já produziu”, como Roberto de Oliveira e Gabriela Sá Pessoa. Um fator obviamente anula o outro. Nenhum bom drama da TV americana – e não é preciso citar os grandes roteiros da TV paga. “The Good Wife” já serve de parâmetro – receberia salva de palmas da imprensa americana se recorresse a expedientes simplórios, rasos, para fechar um arco de 20 episódios, duração exata da produção global.

4º Vinyl
Mick Jagger, Rich Cohen, Martin Scorsese e Terence Winter tinham uma ótima ideia na cabeça, mas não souberam executá-la. “Vinyl” abusou das hipérboles ao representar os anos 1970, soterrando a reprodução histórica que o público ansiava. O texto também deixou a desejar, apesar do esforço do elenco – Olivia Wilde provou mais uma vez seu talento.

3º Liberdade, Liberdade
O texto desgraçou o desempenho dos intérpretes nas cenas “fortes” – ou paramos de elogiar qualquer tapa na cara e beijo na boca ou nunca vamos nos livrar dos folhetins água com açúcar – e nas passagens históricas da trama. As tramoias políticas ficaram perdidas no linguajar de Telecurso empregado pelo autor. Difícil esperar algo de personagens que parecem treinados para falar “é hora da revisão” no fim dos blocos.

2º 3%
Parece TCC de aluno jubilado. O roteiro não tem lógica, o argumento é ruim, a direção inexiste, as interpretações são ruins até para o padrão brasileiro.

1º Supermax
O problema da propalada primeira série de terror do Brasil é o mesmo das outras séries criadas aqui. Enfeitiçados pelo hype das produções americanas, que demoraram pelo menos 40 anos para assumir o formato consagrador de “Twin Peaks”, “The Wire” e “Mad Men”, nossos autores buscam episódios dos títulos mais populares, assistem numa tacada só e batem todas as novas – e desconexas – referências no liquidificador, rezando para sair algo do milk shake de “The Walking Dead” com “True Detective”.

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“Black Mirror” merece menção honrosa nesta lista. É a artífice da geração “tudo pela lacrada” – todos os pretensos tapas na cara são suportados por arcos frágeis e infantis. Besta, não bestial.

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