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Oscar não é caixa postal de fã-clube

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A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas tomou a decisão correta quando impediu, no último domingo, a interferência das redes sociais nas grandes premiações.

A torcida por Sylvester Stallone só não era maior que a expectativa pelo fim do jejum de Leonardo DiCaprio. Até por isso é difícil mensurar quantos corações foram nocauteados pela sequência “and the Oscar goes to Mark Rylance”. Milhares? Milhões?

“Rocky” está na história do cinema. Venceu “Taxi Driver” em 1977. Arrecadou muito dinheiro nos Estados Unidos e no exterior. Difundiu desde mensagens de incentivo até impressões geopolíticas. Mas não tem casca para promover títulos imerecidos.

Stallone mereceu melhor sorte quando conseguiu pela primeira vez uma indicação a melhor ator. É bem provável que a divisão de votos entre ele e Robert De Niro tenha empurrado o prêmio para Peter Finch.

A interpretação oferecida em “Creed”, porém, em nenhum momento rompeu o vínculo emocional entre o ator e os fãs, que se manifestaria mesmo que o filme fosse um fracasso tremendo – não é.

Muitas indústrias aceitaram passivamente a pressão da internet nos últimos anos. Quase todas estragaram a essência de seus negócios. As gravadoras vivem hoje como agenciadoras, apenas. E não possuem influência alguma na produção cultural. Nem no auge das boy bands, nos anos 2000, um artista emplacou cinco singles no top 10 da Billboard. Justin Bieber fez isso. No CAPS LOCK, não no autotune.

Por fim, ninguém memoriza o Oscar de melhor ator coadjuvante. O público memoriza a reputação. De personagens e intérpretes. É o que importa, mesmo.

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