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Youtubers, cópia do teste de fidelidade e reciclagem de quadros enterram “Pânico na Band”

panico 2016

O “Pânico” provou na estreia da temporada 2016 que é um humorístico sem rumo.

Exceção feita à pegadinha do taxista metrossexual, provocação aos civilizados profissionais que agora controlam o direito de ir e vir dos cidadãos, o programa não demonstrou o menor resquício de criatividade.

Contratado em janeiro, Lucas Salles estreou com uma reportagem sobre exame de próstata. Ou o pauteiro da atração tem parente urologista ou o tema desperta algum tipo de fixação do elenco.

Mesmo Carioca pareceu deslocado na abertura da nova safra de episódios. A adaptação do “Carpool Karaoke”, destaque do Late Late Show With James Corden, foi embaraçosa. A simulação do “Teste de Fidelidade”, ancorada pelo personagem Marcelo Sem Dente, uma demonstração inequívoca de preguiça. Só acertou a mão ao satirizar os programas de culinária de Bela Gil.

Sucesso nos tempos áureos da RedeTV!, o “Afogando o Ganso” ganhou um escorregador extra e um novo sistema de competição. Tudo em nome da multiplicação dos closes.

Outra tradição, as reportagens com famosos estão cada vez piores. Baianinha não conseguiu entrevistar a cantora do hit “Metralhadora”. Amanda e Mendigata não conseguiram cobrir nem a festa da Vogue nem a briga entre taxistas e motoristas do Uber. Ratinho e Gugu salvaram a noite do departamento da externas.

Nem mesmo o “Encrenca” escapou da metralhadora giratória do “Pânico”. Exibido quase no encerramento do programa, o quadro “Wesley Veadão” tem o mesmo propósito das “Cantadas do Carlão”. Faltou o CPF na nota.

Novo integrante da trupe, Julio Cocielo surgiu no quadro “Bate ou Regaça”, que é ruim até para os padrões da geração YouTube. Repatriado, Fabio Rabin acompanhou Daniel Zukerman em Portugal. O custo da passagem só foi justificado graças ao apresentador Geraldo Luís, que sempre cai nas pegadinhas dos humoristas.

Quadro emocional da noite, o “Tunando Minha Carroça” serviu para o público lembrar os vícios dos programas dominicais. E deixar claro que o “Pânico” agora está do outro lado do balcão. Trocando a influência pela dependência.

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