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O temor da esquerda em relação ao filme da “Lava Jato”

A esquerda está perturbada com a ausência de dinheiro público no filme “Polícia Federal – A Lei É Para Todos”, que estreia dia 7 de setembro nos cinemas.

Sites contrários à “Lava Jato” passaram o dia repercutindo a crítica de Bernardo Mello Franco à produção – o colunista chamou a trama de maniqueísta e a comparou a uma peça de propaganda – para questionar as intenções de seus investidores, cujos nomes são mantidos sob sigilo.

O esperneio dos progressistas no campo econômico é justificável. É mesmo estranho assistir um filme sem os selos da Ancine e das estatais que abastecem as malas e cuecas dos nossos políticos. Incentivo à cultura, no Brasil, é esmola para rico que não quer trabalhar, e recusar esmola é falta de educação. Como não há lei que obrigue esses traidores a submeterem seus nomes à patrulha ideológica, resta o desabafo de quem não sabe escrever roteiros, mas preenche editais com os dedos dos pés.

Acreditar que os doadores ocultos de “Polícia Federal – A Lei É Para Todos” têm ambições políticas é uma imbecilidade épica. Absolutamente ninguém em sã consciência investiria tanto dinheiro em um filme ruim – o trailer já dá frio na espinha – se desejasse de fato aniquilar um adversário. O alcance do cinema nacional é reduzido e, como bem sabem os veículos que iniciaram essa pitoresca caça às bruxas, existem meios mais baratos e efetivos para atingir o público com propaganda eleitoral de baixa qualidade.

Brasileiro quer assistir “Spider Man” e “Guardiões da Galáxia”. Só cineasta brasileiro enxerga influência em filme brasileiro. E só cineasta brasileiro arruma encrenca com quem investe na desestatização da cultura.

 

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